O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação na escola

Olá.

Esse texto publicado pelo nosso secretário de educação transmite o pensamento da Educação em Sergipe sobre a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), seja através do Portal do Aluno, do SIGA ou pelas diversas formações para professores na utilização pedagógica das TICs em sala de aula.

Publicada: 06/09/2009 (Jornal da Cidade)

Texto: José Fernandes de Lima (Doutor em física, secretário de estado da educação, membro do conselho nacional de educação)

A Secretaria de Estado da Educação acaba de lançar o Portal do Aluno, que atende aos estudantes da rede estadual de ensino. Esse site na internet oferece aos alunos notícias sobre educação, informações das atividades desenvolvidas nas escolas, permite o acesso a bibliotecas, museus, livros e vídeos de interesse educacional, além de oferecer um endereço gratuito de e-mail para todos os alunos da rede estadual.

Esse projeto inédito, a implantação do SIGA – Sistema Integrado de Gerenciamento Acadêmico, a instalação dos laboratórios de informática nas escolas e a disponibilização de banda larga para ligação com a rede de internet constituem um sistema integrado que visa à ampliação do uso das tecnologias da informação e comunicação nas escolas da rede estadual de ensino de Sergipe.

Tal iniciativa vem sendo desenvolvida com sucesso porque está associada à qualificação dos professores e está fundamentada em bases teóricas que consideram as experiências exitosas desenvolvidas em outros países.

É um fato inquestionável o aumento do uso das tecnologias de informação e comunicação em todos os setores da sociedade. O aumento vertiginoso da quantidade de informações geradas impõe que o indivíduo que deseja obter êxito na chamada sociedade do conhecimento desenvolva novos mecanismos de aprendizagem e torne-se capaz de adaptar-se rapidamente às novas situações sociais e de trabalho. A aprendizagem ao longo da vida tornou-se um fator relevante na educação do cidadão do século XXI.

As Tecnologias de Informação e Comunicação têm um potencial reconhecido para apoiar a aprendizagem, a construção social do conhecimento e o desenvolvimento de habilidades e competências para aprender autonomamente. As TICs possibilitam resolver os problemas da desigualdade, motivar os alunos desmotivados e abrir um amplo espectro de novos campos de trabalho.

Apesar de a implantação das TICs não ter sido universalizada, já podemos verificar que estamos
entrando num novo quadro educacional que se caracteriza pela necessidade de uma atualização permanente dos conhecimentos, de superação das barreiras espaço- temporais, da facilitação da aprendizagem individual e aprendizagem colaborativa.

A tecnologia não depende somente da máquina; depende muito da forma como a usamos. Por isso, o professor é um elemento-chave nesse processo de implantação das TICs.

Nesse novo quadro, o professor e as escolas não podem mais ser considerados as únicas fontes de conhecimento. O professor deve deixar de ser um orador ou instrutor que domina os conhecimentos para converter-se em assessor, orientador, facilitador e mediador do processo de ensino-aprendizagem. O perfil desse novo professor inclui competências para conhecer as capacidades dos alunos, para desenhar intervenções centradas na atividade e participação dos alunos, avaliar os recursos e materiais e, se possível, criar os seus próprios materiais didáticos ou adaptar os existentes a sua realidade local.

Por outro lado, o aluno já não tem que ser um acumulador de conhecimentos, mas sim um usuário inteligente e crítico da informação. Para isso ele precisa aprender a buscar, obter, processar e comunicar informação e convertê-la em conhecimento, ser consciente de suas capacidades intelectuais, emocionais e físicas e dispor do sentimento de sua competência pessoal. Além disso, necessita valer-se de suas habilidades para continuar aprendendo de maneira cada vez mais eficaz e autônoma, de acordo com suas necessidades e objetivos.

A partir da Constituição de 1988, o Brasil passou a considerar a educação como um direito. Um marco das propostas que estão sendo implantadas é o estabelecimento das aprendizagens imprescindíveis à aplicação dos conhecimentos adquiridos.

A inclusão das competências básicas no currículo tem várias finalidades, dentre elas está a de integrar as aprendizagens formais, não-formais e informais.

No caso das Tecnologias da Informação e Comunicação, é de se esperar que ao terminar a terceira série do ensino médio, o jovem apresente capacidade para o trabalho da informação e competência digital.

O tratamento da informação e a competência digital implicam que ao selecionar, tratar e utilizar a informação, o indivíduo deve ser uma pessoa autônoma, eficaz, responsável, crítica e reflexiva. Essa competência supõe também o domínio das linguagens específicas básicas e suas formas de decodificação e transferência. Significa saber comunicar as informações e os conhecimentos, empregando os recursos de diferentes linguagens.

Nunca é demais ressaltar que a aquisição dessas competências inclui o respeito às normas de conduta acordadas socialmente e significa saber avaliar o impacto que uma determinada informação pode causar na vida pessoal e social. Em outras palavras, essa competência implica compreender a realidade social em que se vive, encarar a convivência e os conflitos empregando um juízo ético baseado nos valores e práticas democráticas e exercer a cidadania atuando com critério próprio, contribuindo para a construção da paz e da democracia, mantendo uma atitude construtiva e solidária.

O verdadeiro controle sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação só se adquire ao aplicar essas tecnologias como ferramentas de trabalho em todas as etapas educativas e em todas as áreas do currículo. O uso das TICs em todas as áreas do conhecimento deve trazer como subproduto a destreza na sua utilização.

Embora não haja um número suficiente de pesquisas que comprovem que o uso das TICs na escola favorece a aprendizagem, há indicativos de que elas favorecem a motivação dos alunos, o interesse, a criatividade, a imaginação e o trabalho em grupo.

É claro que para o desenvolvimento das TICs é necessário contar com a presença dos equipamentos e com a conectividade. Mas não basta ter um bom hardware em sala para trabalhar adequadamente; é necessário também dispor dos conteúdos de cada matéria, e é indispensável que o professor saiba manejar bem esses conteúdos.

Por isso, a figura do professor assume um papel preponderante como dinamizador e orientador do processo. E qualquer programa institucional que pretenda implantar e utilizar com sucesso as TICs na escola deve contemplar o investimento na formação dos professores.

É nessa perspectiva que deve caminhar o Programa de Tecnologias Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Sergipe.

UCA – Um Computador por Aluno

Olá.

Navegando pela internet e entre uma coisa e outra, encontrei uma notícia promissora sobre o Projeto UCA (Um Computador por Aluno) que aqui vou postá-la, mas segue o link da notícia (http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=13764)

Classmate PC educativo que se transforma em tablet é lançado no Brasil

Edileuza Soares | WNews | São Paulo, 01 de julho de 2009

A Intel apresentou ao mercado brasileiro seu mais novo modelo de Classmate PC, netbook projetado para atender o setor educacional. O portátil é o da linha conversível, que funciona também como tablet e já está disponível para fabricação local. Os primeiros modelos nacionais dessa linha devem estar prontos em outubro próximo.

Atualmente apenas duas indústrias locais têm acordos com a Intel para produção de Classmate, que são Positivo e CCE. A Intel não revela se outras empresas poderão vir a fabricar o produto, apenas informa que espera que o novo modelo chegue a um preço mais competitivo às instituições de ensino de todo o país.

Alan Markham, gerente de negócios e ecossistema para área educacional da Intel Brasil, afirma que o preço depende muito do pacote que será contratado pela escola, que poderá selecionar o tipo de aplicação que quer utilizar em sala de aula e também o treinamento dos professores.

O novo netbook Classmate PC pode ser convertido em tablet com tela sensível ao toque para permitir maior aproveitamento pelos alunos na sala de aula. A tela gira 180 graus para os dois lados e vem com câmera integrada de 1.3 megapixel.

Segundo a Intel, o novo design foi projetado com base em pesquisas com etnográficos e resultados dos pilotos para adoção na tecnologia realizados no Brasil e exterior. O objetivo é possibilitar que os estudantes tenham uma maior interaçao com o portátil, que funciona como um livro eletrônico.

O portátil vem equipado com chip Atom com configurações que levam memória de 1G ou 512 MB e HD de 16 GB, 8 GB e 4 GB. O equipamento traz recursos para conexão wireless e teclado resistente a água. Markham um dos destaques é o pacote de software educativo que acompanha o netbook para enriquecer o aprendizado dos alunos.

Um dos programas é o para criação e distribuição de aulas, bem como conteúdo digital. A ferramenta possibilita ao educador gerenciar as atividades em classe e monitorar as aplicações em uso.

“‘O professor sabe em tempo real o que os alunos estão fazendo”, garante Markham. Há também software para avaliar o desempenho dos estudantes, administrar o acesso internet e inibir furtos. O netbook é baseado na plataaforma de gerenciamento da Intel vPro, que possibilita administrá-lo a distancia.

Essa tecnologia permite bloquear o equipamento em caso de furto ou roubo. A tecnologia da empresa pode ser aplicada também para cancelar o acesso do estudante, após determinado prazo. Esse recurso pode ser útil para quando o aluno faltar muitos dias na escola.

Laptop educacional

O Classmate PC concorre com o laptop de US$ 100 da OLPC (One Laptop per Child), defendido pelo cientista Nicholas Negroponte e foi lançado no mercado mundial em 2006. De lá para cá a máquina evoluiu em no ano passado passou a ser montado com processador Atom. No Brasil já há alguns pilotos para uso da tecnologia em sala de aula, sendo o maior projeto é o de Piraí.

A cidade fluminense adquiriu 5,5 mil unidades de Classmate PC da versão anterior. A adoção dos portáteis faz parte de uma iniciativa do governo municipal para implantação do programa Um Laptop por Aluno (UCA) em toda a rede de ensino público do município.

Com esse recurso, o educador pode compartilhar arquivos com os estudantes.  em tempo real com os estudantes e também bloquear sites e aplicações, colocando em prática aulas colaborativas.